sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

10 de janeiro de 1920 - Entra em vigor o Tratado de Versailles






O Tratado de Versailles, assim denominado, por ter sido resultado de várias conferências de paz simultâneas entre as potências vencedoras e vencidas na Grande Guerra de 1914-1918, e que teve sítio na cidade de Versailles, é uma das peças político-diplomáticas mais inábeis da história da humanidade.
O local para a humilhação da delegação alemã, foi o salão dos Espelhos, o esplendoroso palco do grande Rei Luis XIV, que servira apenas 48 anos antes para a aclamação de Guilherme I, como primeiro Imperador da Alemanha, após a vitoria dessa na Guerra Franco-Prussiana, derrota esta, sofrida pelos franceses, pela incapacidade e pela lamentável figura do imperador Napoleão III.


Este foi um tratado de paz assinado pelas potências europeias que após a sua ratificação formal encerrou oficialmente a Grande Guerra. Após seis meses de negociações, em Paris e Versailles, o tratado foi assinado como uma continuação do armistício de 11 de novembro de 1918, em Compiègne, que tinha posto um fim aos confrontos militares. Porém, é preciso assinalar que, os alemães nunca foram chamados à mesa de negociação, foram mantidos em bloqueio naval até setembro de 1919, chantageados até assinarem o tratado, resultando na morte de milhões de alemães por inanição e falta de medicamentos, quando já não havia guerra, batalhas ou exércitos marchando
O principal aspecto do tratado determinava que a Alemanha aceitasse todas as responsabilidades por causar a guerra e que, sob os termos dos artigos 231-247, fizesse reparações a um certo número de nações da Tríplice Entente que não foram determinadas pelo tratado e que foram deixadas ao arbítrio exclusivo dos aliados, sem a participação da Alemanha, contando ainda que seus aliados, o Império Austro-Húngaro e o Império Otomano, sequer existiam mais.


Os termos impostos à Alemanha incluíam a perda de uma grande parte de seu território para um número de nações fronteiriças, de todas as colônias oceânicas e do continente africano, perda da soberania sobre os seus rios mais importantes que foram internacionalizados, perda de mais de 50% de suas reservas de energia e carboníferas, além da indústria especializada do norte da Silésia e Prússia Ocidental, além da restrição ao tamanho do exército, que ficava reduzido a apenas 100.000 homens e uma indenização pelos prejuízos causados durante a guerra.
A República de Weimar, assim denominada, porque foi nesta cidade que se reuniu a Assembleia Nacional Constituinte para escrever a constituição da República Alemã, também aceitou reconhecer a independência da Áustria, bem como a vedação de reunir essa à Alemanha, em clara afronta aos 14 pontos de Wilson.
O ministro alemão do exterior, Hermann Müller, assinou o tratado em 28 de Junho de 1919. O tratado foi ratificado pela Liga das Nações em 10 de Janeiro de 1920.
Para a Alemanha o tratado, como a derrota, causaram comoção e humilhação na população, o que contribuiu para a queda da cambaleante e fraca República de Weimar em 1933 (moribunda desde os decretos presidenciais de Hindemburg em 1931-1932) e a ascensão do Nazismo, como resposta às posturas absolutamente nada políticas de Clemenceau e Lloyd George..

Nenhum comentário:

Postar um comentário