quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

22 de fevereiro de 1848 – Revolução Francesa – II República





Os franceses são incorrigíveis. Pela segunda vez em 60 anos promoveram fortes ações revolucionárias para mudar o regime, que à época era a monarquia burguesa instaurada após a abdicação de Carlos X e de Luís XIX em 1830.
A própria legitimidade do Rei Luís Filipe I, da dinastia de Orleans, tinha de ser buscada no longínquo antepassado Luís XIII, e mesmo assim, passando pelo Duque Luís Filipe II de Orleans, mais conhecido como Filipe Egalité, responsável direto pelo regicídio de Luís XVI, na busca de trazer para o seu ramo, a Coroa de França.
Em 22 de fevereiro de 1848 desencadeia-se em Paris, após um banquete público da oposição à Monarquia Burguesa, inicia-se um movimento de ruas que reúne operários da nascente indústria francesa, artesãos e estudantes (os eternos revolucionários hormonais), que tinham como demanda o sufrágio universal e reformas sociais exigidas pelo líder de esquerda Louis Blanc.
O desemprego e a estagnação econômica, bem como a paralisia do gabinete determinaram a insatisfação popular contra o governo de Guizot, que não aplacou a ira da população, que acostumada às badernas revolucionárias desde 1789, acabaram por ter de ser suprimidas pela Guarda Nacional, do que resultaram 500 mortos. Estes cadáveres desfilaram por Paris a luz de tochas, motivando a vaia recebida pelo Rei quando passou em inspeção a Guarda Nacional no dia 23. Os soldados da Guarda, indisciplinados, passaram para o lado do populacho, do que resultou a queda do parlamento e da Monarquia de Julho no dia 24 de fevereiro de 1848.
Tudo isso apenas para em 1852 a França voltar ao regime Imperial, sob Napoleão III, quando por 18 anos, voltou à condição do despotismo iluminado, com um usurpador. Todo processo revolucionário pressupõe, reação termidoriana, e retrocesso! Daí que, a efêmera Segunda Republica Francesa (1848-1852) é demonstração cabal que revolução apenas é a porta de entrada para a instalação de uma sociedade reacionária, a curto ou a longo prazo (veja-se URSS)!

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